ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 576 - 9/2/2010
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A imprensa entre o “quarto poder” e o “quarto partido”
Postado por Carlos Castilho em 14/10/2009 às 11:26:45
 
 

O confronto entre o presidente norte-americano Barack Obama ao canal de notícias Fox News, também norte-americano, é mais do que uma escaramuça entre um governante e uma emissora de televisão. Também tem implicações mais amplas do que um mero bate boca entre uma assessoria presidencial que passou a ver o Fox News como um partido político de oposição e a emissora que contra-atacou alegando um suposto ataque governamental à liberdade de expressão.

 

O episódio mostra até que ponto as organizações da mídia estão dispostas a politizar o esforço para sobreviver à crise do seu modelo de negócios sem perder o status de “quarto poder”. Até agora o foco das preocupações dos analistas e estudiosos da indústria da comunicação jornalística era o esforço coletivo das empresas em busca de novas fórmulas capazes de recuperar receitas publicitárias e a queda de circulação provocadas pela migração de leitores e anunciantes para a Web.

 

Mas está ficando cada vez mais claro que os conglomerados empresariais da mídia estão decididos a levar seu esforço de sobrevivência também para o terreno da política institucional, transformando o conceito de “quarto poder” de um poder vigilante para um poder participante, ou seja, um partido político de fato e não de direito.

 

Neste sentido, a afirmação da secretária de imprensa de Obama, Anita Dunn, é muito mais uma constatação do que uma crítica. Ela estaria registrando mais ou menos o mesmo fenômeno em curso na Itália, onde o primeiro ministro Silvio Berlusconi se transformou no grande artífice do “quarto poder” formado pela aliança entre a imprensa conservadora e os partidos de direita.

 

O que se nota é que a estratégia de sobrevivência passa pela politização da imprensa na medida em que esta trata de alavancar seus interesses imediatos por meio da pressão política — seja de forma direta, como é o caso do canal Fox News, seja pela aliança com partidos conservadores, como é o caso da Itália, Venezuela e até mesmo da Inglaterra. O megaempresário Rupert Murdoch, dono da maior rede de jornais do mundo, é um ativo protagonista da política britânica, apesar de ter nascido na Austrália e ser cidadão norte-americano.

 

A esquerda radical sempre acusou a imprensa de agir como partido político. Era uma acusação mais ideológica do que estrutural. Hoje a transformação do “quarto poder” no virtual “quarto partido” passou a ser um processo político institucional. Não se trata de achar bom ou mau. É um fato, embora as partes envolvidas tratem de classificá-lo de acordo com seus interesses e projetos.

 

No Brasil, a oposição dos grandes jornais e emissoras de televisão ao governo do presidente Lula já ultrapassou os limites da função fiscalizadora que fundamentava a idéia de “quarto poder”. Passou a ser uma estratégia para tentar esticar o mais possível os benefícios estatais à mídia visando ganhar tempo para a reorganização corporativa destinada a manter posições do jogo político na nova realidade digital.

 

Esta é a única explicação possível para a grande imprensa nacional “pegar no pé” de Lula por qualquer motivo, mesmo admitindo que o empresariado nacional não tem queixas maiores do presidente e que o governo do PT deu ao setor privado tudo aquilo que ele queria e muito mais. Não se trata de uma trama golpista, que alguns estigmatizaram na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista), mas de uma ação calculada dentro do jogo do poder.

 

A partidarização da imprensa é também um sintoma da debilidade dos partidos que se perderam no emaranhado do fisiologismo e da corrupção na tentativa de manter privilégios institucionais. Hoje os políticos e os partidos estão nos últimos lugares na escala de credibilidade e simpatias do público, esvaziando quase todo o sentido da expressão “representantes do povo”.

 

Em sua estratégia de ação partidária para sobreviver à crise estrutural da mídia, a imprensa corre risco de deixar de ser vista como um vigilante “quarto poder”  para se transformar num “quarto partido” , tão desacreditado quanto os demais.
Comentários (48)
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João  Aguiar, Aposentado (BH/MG)
Enviado em 19/10/2009 às 11:59:06

"Não se trata de uma trama golpista, que alguns estigmatizaram na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista), mas de uma ação calculada dentro do jogo do poder." Bão, então cê acha que a Globo fez uma ação calculada dentro do jogo do poder na edição do programa que elegeu Collorzinho em 90, assim como a Proconsult, que tentou melar a eleição de Briizola em 82, a mando da mesma Globo, do SNI e sabe-se mais lá de quem. O PIG só não está conseguindo os resultados que pretende e o Lulinha é que nem massa de pão, quanto mais apanha, mais cresce. "A partidarização da imprensa é também um sintoma da debilidade dos partidos que se perderam no emaranhado do fisiologismo e da corrupção na tentativa de manter privilégios institucionais." Lacerda Vive! Este discurso é o discurso do PIG, A Folha da Manhã, desculpe, a Farsa de S.P., oops, a Folha de S.P. e consiste em desmoralizar o parlamento a partir de casos selecionados. O estarrecedor, "seu" Castilho, é que o perigo que V.Sa. vê é do PIG se transformar em "quarto partido". Não fica nem um pouquinho impressionado do Partido da Imprensa Golpista ter ZERO votos, mas que ele seja tão desacreditado como os demais. Os demais que V.Sa. se refere deve ser o ex-Arena, ex-pêfêlê e atual Demo, o Presidente Serra Do Brasil, vulgo tucanalha, que vê os votos minguarem como os leitores do PIG.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 19/10/2009 às 09:08:21

Cristiana.A ideologia cega está construindo mata-burros nas suas sinapses.Sua comparação é tão absurda que não mereceria explicação.Bolsa família é o vale-voto do PT, no mais execrável assistencialismo de governos populistas que o próprio PT combatia ferozmente quando ainda posava de vestal e tinha os estilingues nas mãos.Bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado são investimentos calculados que todos os países em desenvolvimento fazem para progredirem cientificamente.Os profissionais que recebem as bolsas devolvem ( ou pelo menos deveriam fazê-lo) à Nação muito mais do que o investido em produção e avanço científico.Tente outra vez.Mais uma chance para você defender o Vale-voto Petista.Só que melhore o argumento.
Cristiana  Castro, Advogado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 19/10/2009 às 03:24:45

Mário, que diferença vc vêentre o Bolsa-família e as bolsas de estudo de mestrado e doutorado que a classe média recebe há décadas? além é óbvio, do valor absurdo. Vc tb acha que dinheiro de governo pra rico é ivestimento e pra pobre é assistencialismo? Eu nunca ouvi nenhum governo ser execrado por dar bolsa pra rico. vai entender esse povo...
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 19/10/2009 às 01:01:00

Vamos lá: Vera, o Governo de S.Paulo não adquiriu nenhuma assinatura de Veja.Repito:NENHUMA.Desafio você provar o contrário.Procure outra desculpa para explicar a tiragem da revista,Nicolás,o Bolsa Família transforma o povo beneficiado em eleitor quase compulsório do PT.Eles não "ficam"de esquerda.Apenas votam na esquerda que se perpetua no poder no processo imoral de solapamento da democracia pelas urnas.Vamos ä imprensa: Só não vê quem é cego o processo em curso para aniquilar a chamada grande mídia, que na verdade nada mais faz do que mostrar sem disfarces os erros e desvios do governo Lula.Esse aniquilamento tem que ser por decreto, pois a imprensa de esquerda é extremamente incompetente para concorrer de igual para igual.O sr. Franklin Marins está envidando todos os esforços para conseguir calar o contraditório.Imagino que no governo Dilma ele conseguirá esse intento,o famoso "controle social da mídia", mais conhecido como censura.
Vera  Silva, psicóloga (Brasília/DF)
Enviado em 18/10/2009 às 17:06:05

Prezado Mario Netto, em resposta a sua pergunta, informo que o governo de São Paulo compra (sem licitação) milhares de assinaturas da Veja (e outras publicações da Editora Abril) para serem distribuídas aos alunos nas escolas públicas de São Paulo. Deve ser por isto que o número de assinaturas da Veja é tão mais alto que o da Carta Capital.
Nicolas  Crabbé, Economista (SP/SP)
Enviado em 18/10/2009 às 16:33:27

Mario Netto, Concordo que a população brasileira na sua grande maioria é conservadora e retrógrada. Talvez exista realmente este esforço dos intelectuais de esquerda de transformá-la, porém não consigo entender como um programa como o Bolsa Família, que permitiu que muitas pessoas saiam de uma situação de miséria quase absoluta, torna-se uma forma de suborno para fazer esssas pessoas ficar de esquerda. Além disso, gostaria que você me explicasse como a imprensa brasileira, tanto escrita como televisiva, é invadida pela esquerda, uma vez que você mesmo destaca a tiragem extremamente reduzida das publicações "de esquerda" (Carta Capital, Caros Amigos, etc). A menos que você considere Veja, FSP, Estadão, Globo, Record. Bandeirantes, etc, a quinta coluna na luta do comunismo para dominar o mundo.
jose carlos  lima, estudante (goiania/GO)
Enviado em 18/10/2009 às 13:50:36

O link postado anteriormente não abre, deem uma olhada nas caras angelicais dos correlegionários do PIG norte-americano http://arquivoetc.blogspot.com/2009/10/casa-branca-ataca-fox-news-e-cai-no.html
jose carlos  lima, estudante (goiania/GO)
Enviado em 18/10/2009 às 13:41:06

O Luis Nassif recebeu um comentário impublicável de um tal Douglas Bikoff, que tambem usa o codinome de Lord do ABC, Biquei, etc. Fazendo uma pesquisa para saber do perfil do figura, o nome dele indicou para um blog que na verdade é um arquivo de artigos da Veja, parece que sim. Tá lá, em imagens, a campanha contra Obama. Preste bem a atenção nas imagens das figuras que debocham de Obama. http://arquivoetc.blogspot.com/2009/10/casa-branca-ataca-fox-news-e-cai-no.htm
Mario  Netto, FuncPubl. (SP/SP)
Enviado em 17/10/2009 às 11:06:06

Minha visão sobre o tema é diferente da sua Ibsen.O povo na sua mal interpretada ignorância e alienação,ao contrário do que pensam os intelectuais, é extremamente sábio.Posso garantir que nossa populaçao é conservadora na sua esmagadora maioria.Os intelectuais de esquerda não aceitam essa realidade e querem transformá-la ä força ou com subornos ( vide o Bolsa Família).A História recente comprova o que estou falando, quando observamos as fragorosas derrotas da esquerda na Bolivia com Che e no Brasil, por exemplo com a Guerrilha do Araguaia.Em todas elas o povo não aderiu às propostas dos revolucionários e mais que isso, colaborou com os Governos constituidos para a sua derrota.Infelizmente essa esmagadora maioria é silenciosa, tem dificuldade de oragnizar-se, pois a esquerda com sua estrutra tentacular invade todos os espaços disponíveis para impedir essa articulação( funcionalismo público, magistério, sindicatos, Igreja e principalmente a Imprensa).
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 17/10/2009 às 06:40:04

Se está fundada em convicções próprias ou se baseou na beleza e perspicácia do discurso. Não podemos nos esquecer que o discurso sempre é político e sempre estabelece condição de poder. É lógico que num país democrático temos liberdade de escolha, mas essa escolha está muito presa ao conhecimento que temos do mundo e das coisas. Dessa forma, nós mesmos, sob influência direta do meio em que vivemos, tecemos os limites de nossa liberdade. Aquele mais capaz de ver adiante, ir além, mergulhar mais profundamente, tem horizontes mais alargados do que quem bóia pela superfície. Eu acho interessante que essas discussões ocorram nesse Observatório porque, elas mesmas, comprovam que vamos muito além da pouca capacidade que a imprensa convencional tem de nos manter minimamente bem informados. Duvido muito que os que aqui comentam se limitam à mídia de informação convencional e não viva mergulhado na profundidade e diversidade de informações que a grande rede nos oferece, obviamente sem a ingenuidade em crer que tudo nela é bom, mas crendo em nossa capacidade de discernimento. Concordo plenamente com o último post da Cristiana, vamos preservar esse espaço e manter a discussão no campo das idéias. É aí que a coisa rende. Afinal, quem já não se irritou em ver notícias publicadas como no UOL, por exemplo, e simplesmente ser impedido de opinar.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 17/10/2009 às 06:17:09

As pessoas em determinado estágio da vida tendem a ser conservadoras, mesmo depois de anos de luta heterodoxa. Quando a heterodoxia vence passa, ela mesma, a ser a nova ortodoxia e aí as pessoas se acomodam pela rtevolução que já fizeram. A Veja vende mais que Época, Isto é e Carta Capital, porque está a muito mais tempo no mercado e, muitos desses anos, pela má administração de algumas, só e absoluta. Nesse período foi capaz de concencer muitos de sua seriedade (lembrem-se do meu argumento anterior de que quando a publicação partilha posições políticas com o governo não é necessário partidarizar nenhuma questão). Acho qué é por isso que Veja vende mais, mas mesmo vendendo mais, sua tiragem e a das maiores publicações é pequena se considerarmos a possibilidade do universo leitor brasileiro, mas apesar de míséria, acaba atingindo muitos "formadores de opinião" (apesar das restrições que tenho à esse termo). Com relação à obrigação de se comprar ou não uma publicação, como o cidadão comum brasileiro, mesmo os cultos, é muito pouco politizado acaba não procurando o que está por trás da notícia, das entrelinhas e vai ficando por assim dizer no superficial. Não crer na possibilidade do convencimento é o mesmo que acreditar nunca ter havido movimentos de massa pelo mundo. A questão é entender de que tipo de liberdade de escolha que as pessoas têm: (continua)
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 17/10/2009 às 02:38:31

Este é o padrão habitual de comportamento do "pensamento"( pensamento é elogio) de esquerda no Brasil.Na ausência de argumentos , utiliza-se de ofensas pessoais e outras atitudes rasteiras.São essas pessoas que pretendem opinar sobre os destinos de nossa nação.Essa é a democracia que eles defendem.Pobre país.....
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/10/2009 às 01:03:50

Assim complica, gente. Mario, pô, eu não sei pq a Veja vende mais que a Carta, acredito que por conta do preço mesmo. como revistas de nove paus só tem mercado entre os enricados e dentre os enricados a maioria é de direita mesmo, Veja, acaba sendo o sucesso. Mas não é disso que se trata, gente. Vamos deixar o foco nas concssões pq elas é que pertencem ao Estado e são elas que regem o coral, o resto vai sendo distribuído de acordo com o timbre. Se a gente for trazer para cá o barraco da rua, vamos perder tb esse espaço, que é super importante e, no caso do Código, um dos poucos espaços não moderados, inclusive na rede. Angelo e Mario, vcs não podem contestar que o direito de minoria de vcs esteja, amplamente, salvaguardado, portanto, acho adequado que respeitem a indignação da maioria vilipendiada num direito básico. Estamos falando de informação e não de torcida política, até pq, o próprio Serra já pulou fora do embate e deixou sua parte por conta da mídia. se o Lula fizesse isso seria tachado de Chavista aos 3min do 1 º tempo.
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 22:41:16

Pedrão, vai que ele gosta? vai ter que levar pra casa :)
Pedrão  das Candongas, Juiz de Futebol (Chapada dos Veadeiros/GO)
Enviado em 16/10/2009 às 22:25:40

Se eu não fosse casado, e muito bem casado, faria com esse bobo da corte, funcionário público do Zé Pedágio, exatamente o que o governador do Mato Grosso André Puccinelli disse que faria com o Carlos Minc.
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 21:47:27

Anderson, eu não quis falar isto porque eu já tinha entrado na onda de bater palma para maluco, então acabei largando mão. Mas é um bom funcionário público, está puxando o saco do patrão dele, ele acha que vai ganhar promoção por mérito se o Serra virar presidente. Não sei o que foi pior, ele gastar dinheiro público para falar besteira ou eu perder meu tempo respondendo as besteiras.
Anderson  Moraes, * (*/RJ)
Enviado em 16/10/2009 às 19:20:58

É incrivel que "FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS" de certos estados deixem suas funções de lado para ficar o dia todo "comentando" na internet em pleno horário de serviço ou será que esses estados criaram REPARTIÇÕES PÚBLICAS para garantir o controle de sua imagem na internet.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 16:41:01

Angelo.Tenha certeza de que por aqui, o camarada Franklin e seus asseclas estão doidinhos para fazê-lo.Só não conseguiram porque graças a Deus ainda temos Instituições sólidas "nestepaiz" !!!Já se a Dilma vingar como presidenta, eles conseguem.....Ai de nós!!!
Angelo  Azevedo Queiroz, Funcionário Público (Brasília/DF)
Enviado em 16/10/2009 às 16:33:28

Em relação aos EUA, os bolivarianos de plantão estão se assanhando à-toa. Obama reclamou da FOX... É normal os governantes reclamarem da cobertura negativa que a imprensa faz deles. A imprensa liberal (a esquerda deles) entrou firme na campanha de Obama e fizeram o diabo com a Sarah Palin (CNN, inclusive) , para caracterizá-la como uma caipira tosca e sonsa que não sabia cuidar da própria família. É claro que a demonização de Bush e a perseguição a Sarah Palin é coisa de “imprensa isenta, né”. Bobagem este troço de imprensa isenta. Isenta, na maior parte das vezes, é a imprensa que publica o que a gente quer ler ou ouvir. Se os EUA fosse um país bolívaro-bananeiro, as críticas de Obama seriam a senha para um assalto ás instituições de imprensa. Mas não é.. Quando a direita voltar ao poder , mudam-se os papéis entre a CNN e a FOX e liberdade de imprensa segue como há mais de duzentos anos por lá. Já por aqui, não sei não. Yes, nos temos bananas!
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 16:15:23

Inacreditável a capacidade que possuem alguns comentaristas de não acrescentarem nada à discussão.
Herman  Fulfaro, taxidermista (Sorocaba/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 16:09:34

Inacreditável a capacidade que possuem alguns comentaristas de pegarem a corda e baterem palmas para maluco dançar... Ou será que são tão carentes de atenção quanto aquele que joga a corda?
mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 15:16:00

Alexandre eu tinha desistido, mas vou fazer um último esforço.Em relação ao "canhão", sem comentários, pois o sentido figurado se aprende na fase de alfabetização.Meu querido, por caridade me diga : Quem, como e onde o povo é manipulado para comprar revistas ?É alguma máquina??? Já sei; deve ser a mesma máquina israelense que produz radiação no Zelaya !!! Tem algum fiscal da Abril nas bancas de revista tomando à força a carteira de alguém e o obrigando a compra a Veja??Foi minha última cartada com você.De agora em diante não me atormente mais.Eu não mereço......
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 15:03:45

É Mário, pq o MP apontaria canhão para alguém, não é uma instituição imparcial, justa e honesta? Então explica você pq nenhuma ação contra as grandes mídias dá em alguma coisa? Com relação às revistas, era este o ranking ano passado: 1º. Veja 2º. Época 3º. IstoÉ 4º. Caras 5º. Viva Mais 6º. Ana Maria 7º. Contigo 8º. Tititi 9º. Minha novela 10º. Malu Será que isto explica pq o povo é tão fácil de ser manipulado?
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 14:57:50

Alexandre Guimarães........então,tá!!
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 14:51:21

Cristiana.Ainda estou esperando você me explicar por que a Veja vende 20 vezes mais do que a Carta CaPTal se custam o mesmo preço na banca.Quanto ao MP, você está fazendo uma acusação muito grave ao dizer que a Instituição é omissa.Aliás não é uma acusação, é uma infâmia, pois o MP é das Instituições mais corretas e atuantes no nosso país.Acontece que quando o MP aponta o canhão para MST, PT e seus aloprados mensaleiros, torna-se imediatamente "inimigo público" e representante "dazelites" !!! Triste isso tudo......
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 14:46:22

Realmente, Mario, você, além de cínico, é sofista, de um silogismo sem o menor nexo. Mas tudo bem, eu não disse que desacredito em toda a Justiça, apenas naquela que depende de homens fracos que não resistem à tentação do dinheiro, que jorra das empresas de rádio, jornais e tv, que facilmente compram pessoas incapazes de acreditar no poder desenfreado. (compra até a mente sem usar dinheiro, não é mesmo?) Com relação a outros países, não sei pq motivos você citou estes, mas poderia ter citado a Noruega, Austrália como países menos transtornados, mas também com seus problemas na manipulação de idiotas. Voltando à justiça, leia esta matéria de sua adorável Grobu e veja por si, talvez este juiz da matéria seja colega de quarto no hospício. http://bit.ly/2sfSBM (Jusitiça comum, sem nenhuma interferência de causas "nobres") Ah, com relação à Venezuela, o Chávez foi mais macho e acabou com algumas empresas, mas é óbvio que ele vai deixar as que ele manipula. Se bem que se eu pensar da mesma forma que você, o Chávez não vai manipular nada.
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 16/10/2009 às 14:41:23

Mario,é verdade, o MP já foi acionado e nada acontece mesmo. Imagina se todo o rolo entre a Globo e a Record tivessem se dado em qq outra instituição. A questão central da imprensa é que a Globo não pode ser tocada, investigada, acionada,mencionada... as outras vem a reboque. Vc acusa os bolivarianos de quererm controlar a informação, não é o que acontece aqui? E há muito mais tempo? Alguma coisa deve existir aí, pq Chavez e cia são a imagem do cão pq querem controlar a imprensa, aqui a direita é a imagem de deus pq tb quer. A imprensa acusa o MST, manter-se a margem da lei para fazer o que bem entender mas essa é a prática dela própria. O único dispositivo legal que eles conhecem é o que garante a liberdade de imprensa pq nem a liberdade de expressão eles conseguem absorver.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 14:08:19

Caro Alexandre, se você chegou ao ponto de desacreditar na Justiça de seu próprio país, não resta muito a fazer. Está na hora de procurar outro lugar para viver.Algumas opções a considerar: Cuba, Venezuela, Nicarágua...Talvez nestes paraísos da Democracia e dos Direitos Humanos você encontre a Imprensa e a Justiça ideais.
Magerson  Bilibio, Publicitário (São Paulo/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 13:55:19

Eu não consigo mais assistir telejornais, ler revistas como Veja, jornais como FSP, Estadão, etc. Não tenho mais estômago. Não acredito no que eles falam. Há mais de 4 anos não sei o que é comprar um jornal ou revista e não sinto a mínima falta. Noto que isso não é algo que aconteceu apenas comigo e, neste ritmo, a imprensa tradicional está caminhando para a mais completa irrelevância.
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 13:49:26

Meu caro Mário, ou você é inocente ou cínico. Prefiro acreditar que é de um cinismo provocador, pois não consigo imaginar alguém que não acredite que uma Grobu manipule as informações que seu casal notícia lê diariamente na telinha nem que uma FSP dê as notícias que quer, nem que o Aécio mande demitir comentarista no ar. Ou você vive junto de Alice, no país das maravilhas, ou já colocaram Internet em centro de recuperação de malucos. Quanto a processar a Grobu, junto ao MP, só posso dizer que se juízes que se atreveram a falar mal da Vênus de Prata foram para o limbo, resta-me recolher à minha insignificância e ficar quieto em Nepomuceno, lugar que escolhi para refugiar-me após largar grandes negócios em RJ e SP para não ter mais que compactuar com estas hipocrisias que você se recusa a acreditar que existem. A, se encontrar papai noel, mande um abraço, diga que estou com saudades.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 12:08:39

Alexandre Guimarães.Você acusa a chamada "grande mídia" de uma ação orquestrada, mas não explicita qual seria essa "ação".De qualquer modo, caso considere que essa "mídia" está descumprindo ou afrontando algum artigo de nossa Constituição, sugiro que procure o representante do Ministério Público em Nepomuceno e formule uma denúncia o mais rápido possível.Esse o único meio LEGAL de agir num Estado Democrático de Direito.Exerça sua cidadania num país livre ( por enquanto...).
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 16/10/2009 às 11:52:16

Não, Mario, não é a Veja que estraga tudo. É a Veja numa ação orquestrada com as poucas famílias donas das mídias, como Grubo, FSP, Estadão, etc... Basta assistir o casal JN para perceber, e ali ninguém paga nada. (diga-se de passagem, são eles jornalistas formados, diplomados, muito bem pagos para servirem à corja, e depois falam em ética profissional) Você senta à noite na frente da telinha para ficar superinformado, mas ai, acha que tem pouca coisa, vai e compra uma "super revista imparcial e profissional" que diz a mesma coisa com mais detalhes. Simples assim. Ai você sai repetindo feito papagaio o que escutou e leu, do mesmo jeitinho, se bobear até repete os erros de digitação.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 10:40:39

Minha amiga Cristiana.Me explique como a Veja pode monopolizar alguma coisa.Alguém é obrigado a comprá-la?? Alguém é obrigado a assiná-la??? Lembro que a Veja custa R$ 8,90 e vende 1 milhão de exemplares.A Carta CaPTal custa o mesmo e vende 65 mil.Por que será??
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 16/10/2009 às 09:50:27

Mario Netto, a Carta Capital, como já escreveram aqui várias vezes, tem uma tendência declarada, e alías,nem por isso ela deixa de meter a boca no governo. Além disso, custa 9,00 pratas, tem um público super restrito, não tem como ser acusada de monopolizar nada. Não vejo problema nenhum em qq jornal, revista ou emissora terem uma tendência, desde que, declarada e que hajam contrapontos, o que não pode é toda a imprensa seguir uma linha e para escapard dela o cidadão tenha que gastar 9 reais. Quer dizer, fica todo o aparato jornalístico do país com um grupo mínimo, jornais, revistas, tv, tv a cabo... e uma revista para o resto, e cara, viu. P.S. Castilho o OI deveria dar uma força pro Nassif, 100 salários é forte. Tudo bem que ainda cabem recursos, mas é preocupante.
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 09:10:03

Corrigindo :"quarto-partidarizado"
Mario  Netto, Func.Publ. (SP/SP)
Enviado em 16/10/2009 às 08:56:21

Sempre uma análise não isenta.Este OI "quarto-partididarizado" às avessas cansa.... Vá lá....E a imprensa partidarizada de esquerda, chapa- branca e "baba-ovos" do Lulo-petismo, como a Carta CaPTal ??? Essa não merece análise do brilhante jornalista??? A favor pode, né? Valha-me Deus.......
José Paulo  Badaró, desempregado (São Paulo/SP)
Enviado em 15/10/2009 às 20:07:11

“Não se trata de uma trama golpista, que alguns estigmatizaram na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista), mas de uma ação calculada dentro do jogo do poder.” – Lá em Honduras, supostamente utilizando as regras do jogo do poder, e através de uma ação muito bem calculada, aplicaram um tal de golpe de estado constitucional, por sinal com amplo apoio do PIG local. Aqui o mesmo golpe não seria possível, não porque a imprensa não queira ou limite suas “ações calculadas dentro do jogo do poder”, mas porque os mais de 70% de aprovação popular do presidente inviabilizam e desaconselham qualquer outra espécie de golpe que não seja exatamente aquele praticado diuturnamente pelo PIG, que consistente em substituir governantes não através das armas de fogo convencionais, mas através de algo mais sutil, porém não menos letal, como a mentira, a meia-verdade ou a completa desinformação, ao mesmo tempo em que direcionam os votos do admirável gado novo para os políticos que lhes interessa. Novos tempos, novos tipos de golpe. Simples assim.
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 15/10/2009 às 17:46:46

Portanto, não é quarto poder. Se os outros estão reféns,pq estão, é o Poder absoluto, agora, que tipo de poder, eu não sei definir. Só tenho certeza, que a gente tem que se livrar disso pq isso não tem nada a ver com Imprensa, pelo menos, como que era ou deveria ser. Veja a Confecom, Governo e sociedade civil tendo que implorar aos empresários da comunicação, e são meia dúzia de famílias! Isso não existe, a sociedade civil e o Estado, implorando o cumprimento dos deveres de 4 famílias acerca de concessões públicas!!! A sociedade não vai discutir nada, anteontem na NBR um pessoal de saúde e comunicação, super engajado na Conferência, já tava preparando as pessoas para o resultado da Confecom, que não se desenvolvessem grandes expectativas... Um país inteiro e 4 famílias! Claro que a essas alturas está mais que claro que essas famílias só emprestam seus nomes, não sabemos quem controla essas concessões, mal e porcamente, sabemos quem as administra.
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 15/10/2009 às 17:01:39

O Ibsen disse bem, tem-se que discutir o papel da imprensa na sociedade. Usando de sofismo quando alega-se a liberdade de expressão (e não a de imprensa), a mídia atual faz o que quer e o que não quer. Enquanto não for considerada por direito o quarto poder, pois de fato já é, não haverá meios de controle ou regulação. Os outros três poderes sofrem fiscalizações um dos outros, além das fiscalizações e ameaças da imprensa. E quem vai fiscalizar a imprensa, para que este modelo seja imparcial e estável? Até mesmo o judiciário sofre com a imprensa, basta a Grobu querer que um juiz se aposenta.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 15/10/2009 às 14:06:57

Correção necessária ao entendimento do post anterior: Substitua: ...democracia, segundo a . . . por : democracia e também a eficácia . . .
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 15/10/2009 às 14:02:17

Me pareceu que a observação do jornalista David Gergen da CNN postada no artigo de Letícia Nunes soa em tom de ameaça. As reações negativas, mesmo nos canais que apoiam Obama, deixam claro um certo corporativismo e a mesma visão erronea sobre o papel e a liberdade de imprensa que encontramos em comentários de jornalistas aqui no Brasil. Nesses casos cai, de maneira muito clara, a máscara da isenção que os jornalistas, via de regra, se imputam. Creio que o importante que tiramos da situação é o escancaro da necessidade de se rediscutir a imprensa e suas relações com o poder e a democracia, segundo a eficácia constitucional de se considerar os meios de comunicação como concessões, já que, na prática eles se tornam propriedades vitalícias e isentos de qualquer fiscalização e, ou regulação. Ao final de tudo, me pareceu ainda que a grande mídia e um sem númerio de jornalistas nãos se deu conta do enfraquecimento de suas posições diante das novas, mais ágeis e democráticas fontes de informação. Ainda há os que creem ser fonte única e exclusiva da informação. Voltando ainda sobre a partidarização da imprensa, o exemplo contrário àquele que acontece hoje com Lula poderia ser a "Carta Capital" que oferece críticas ao governo federal, mas sem o tom político-partidário de outras como a Veja, FSP, Estadão, O Globo e outros. Ela está para Lula como os outros para FHC.
Ibsen  Marques, Técnico em Eçletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 15/10/2009 às 13:43:50

Castilho, os comentários e comentaristas sobre o mesmo tema aqui no OI me fizeram refletir sobre o comportamento diferenciado da imprensa quando o executivo de um país está sob orientação de políticas claramente neo-liberais. As pessoas tendem a acreditar, por exemplo, que a imprensa não era crítica com o governo FHC e o é ao extremo com Lula, mas voltando um pouco atrás no tempo, recordo-me que FHC sofreu duras críticas e denúnicias durante os processos de privatização das estatais e a aprovação do esticamento do mandato de Presidente. A questão é o enfoque da crítica. Naquele momento não havia sentido fazer a crítica sob um viés político partidário, porque não haviam discrepâncias mais importantes no posicionamento de ambos (governo e imprensa) e, portanto, o viés altamente político da imprensa ficava resguardado. É extamante isso que diferencia a situação poder-imprensa no momento atual. Acho que a posição crítica do Obama é importante por se tratar de pessoa acima de qualquer suspeita para os neo-liberais, bem ao contrário das possíveis restrições que se ergam contra o discurso autoritário chavista e as alterações às concessões de meios de comunicação propostas por Cristina Kirchner (mesmo que tenha se utilizado das vias democráticas para fazer as alterações). Continua . . .
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 15/10/2009 às 13:41:54

Mas Castilho, se as empresas quisessem fazer isso elas já teriam feito. Eu não sei como funciona um jornal ou uma emissora mas, não seria alguma coisa do tipo, não misturar redação e depto comercial? Não consigo entender uma empresa colocar sua credibilidade em xeque. A imprensa tem que desistir da manipulação e fazer só jornalismo. Faturar eles faturam de qq jeito, o Globo de Domingo pesa meia tonelada, informação mesmo 30g. Pq aqui no OI funciona? Pq aqui tem de tudo, autores para todos os gostos,ideologias e temperamentos ou tudo isso junto. Eu duvido que se deixassem por conta dos jornalistas ( peão, não é Dr. jornalista, não.) a imprensa não mudava a cara de um dia para o outro, podia sair até porrada entre eles, mas que o jornal sairia normal, sairia.
Alexandre  Guimarães, Empresário (Nepomuceno/MG)
Enviado em 15/10/2009 às 13:05:40

Não é de hoje que sabemos que a imprensa tem mais poderes que qualquer líder democraticamente constituído. O Obama chega numa boa hora, se ele não fizer direitinho o que as "fox" da mídia mandarem, é o perfeito cara para ser transformado em Hitler do novo milênio. Se ele não obedecer, é muito fácil a imprensa transformá-lo no diabo perseguidor dos pobre-coitados que querem apenas informar "altruisticamente" a humanidade, ele é negro, tem Hussein no nome e boa imagem. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!
Carlos  Castilho, jornalista e profeswsor (Florianópolis/SC)
Enviado em 15/10/2009 às 11:34:57

Oi Cristiana, Desculpe mas digitei errado o teu nome, na mensagem anterior. Perdão pelo Cristina. Castilho
Carlos  Castilho, jornalista e professor (Florianópolis/SC)
Enviado em 15/10/2009 às 11:32:37

Cristina e Ibsen, Continuando aqui a conversa, os comentários de você sme levaram a pensar que talvez o mais importante agora seja passar a um enfoque mais frio sobre a politização da crise no modelo de negócios da imprensa. Não adianta xingar ou tripudiar. O importante é entender como ela acontece e partir para alternativas. A imprensa poderia evitar a politização se descobrisse que a solução dos seus problemas está no publico, e não no jogo do poder. Ela está perdendo uma oportunidade única para continuar cumprindo o seu papel. Nós precisamos da imprensa, mas se ela enveredar por este caminho, só nos resta lamentar e buscar alternativas. Que tal a gente trocar figurinhas sobre isto... Abraço Castilho
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 15/10/2009 às 10:04:21

Castilho, a imprensa é a mesma desde sempre, basta lembrar em que condições nasceu e se criou a capitã do PIG, TV Globo, foi estabelecida para isso, é golpista nossa imprensa, sim. A diferença é que agora, como isso ficou evidente demais pq os presidentes são populares e a imprensa não consegue atingí-los. Desde o fechamento da RCTV que o PIG perdeu o chão e qq coisa que aconteça no planeta é culpa do Chavez. A imprensa enlouqueceu, isso não tem recuperação, depois dessa do Enem só falta agora xingar a população em cadeia nacional por não estar seguindo suas ordens ou caindo nas suas arapucas.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 14/10/2009 às 17:48:12

Castilho, talvez mais desmoralizada, aos moldes do que aconteceu com o PT no início dos escândalos. A imprensa sempre tentou passsar aos leitores a visão de que informava com isenção. A questão é que dia a dia comprova-se o contrário quando defende posições políticas bem definidas. A questão toda é que isso vem acontecendo às escuras, nenhum canal midiático assume esse posicionamento político e isso passa cada vez mais ao leitor a sensação de que está sendo traído, daí o PIG e toda essa baboseira política. Sua visão da situação da imprensa não só no Brasil, mas no mundo é bem mais lúcida e factual. Talvez isso acabe desencadeando uma maior velocidade no processo de "internetização" da informação.
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Carlos Castilho
* Ex-repórter - revista Fatos & Fotos
* Ex-redator internacional - JB
* Ex-editor internacional - Opinião
* Ex-editor telejornais - TV Globo
* Ex-chefe do escritório da TV GLobo em Londres
* Ex-redator - Cadernos do Terceiro  do Terceiro Mundo;
* Ex-correspondente latino americano  do jornal Público/Lisboa
* Ex-editor internacional do JB;
* Ex-editor associado do The World Paper/ Boston;
* Ex-editor latino-americano da agência IPS - Costa Rica;
* Ex-consultor de advocacy na mídia para a União Européia;
* Professor de Jornalismo Online , Faculdades ASSESC (Florianópolis);
* Professor de Projetos Multimídia (pós-graduação latu senso) no CESUSC / Florianópolis;
* Professor de Jornalismo Online (curso a distância) no Knight Center, Universidade do Texas; 
* Autor do capítulo Webjornalismo no livro No Próximo Bloco - Editora PUC/Rio -2005.
* Autor do prefácio e tradução do livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs, publicado pelo Centro Knight, da Universidade do Texas.
* Mestre em Mídia e Conhecimento pelo EGC/UFSC. 
-Reside em Florianópolis / SC
email ccastilho@gmail.com


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